Na madrugada de quinta-feira (16), um incidente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Abílio Pedro, localizada em Limeira (SP), resultou na elaboração de um boletim de ocorrência após um desentendimento entre uma paciente de 40 anos e um médico de 48 anos.
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Conforme o relato do médico envolvido, a paciente foi atendida por volta da 1h15. Após passar pela triagem, ela foi classificada como um caso não urgente, segundo os critérios do protocolo de Manchester. Ao entrar no consultório, a mulher teria feito uma observação irônica sobre o médico, questionando se ele estava dormindo.
Durante a consulta, a mulher relatou estar sentindo dores há aproximadamente três dias, mas não apresentava outros sintomas relevantes. Após a prescrição dos medicamentos e o término do atendimento, a equipe de enfermagem avisou ao médico que a paciente havia começado a filmar e tirar fotos da ficha médica e do interior da UPA, mesmo após ter sido alertada sobre a proibição desse tipo de registro.
<pO relato também indica que a paciente mencionou sua intenção de enviar as imagens para um vereador, afirmando que precisava verificar qual medicação receberia, com uma alegação preocupante de que o médico poderia “matá-la”. Ela ainda insinuou que o profissional estaria sob influência de drogas.
O médico declarou ter diagnósticos de Síndrome de Tourette, transtorno de ansiedade e síndrome do olho seco. Segundo ele, essas condições podem causar movimentos involuntários e agitação, o que pode ser mal interpretado pelos pacientes.
Em razão das alegações feitas durante o atendimento e das acusações levantadas, o ocorrido foi registrado para investigação sobre possíveis crimes contra a honra.