Aqueles que desejam apreciar de perto camisas icônicas da Seleção Brasileira têm até 1º de novembro para visitar a exposição “Amarelinha”, que está em exibição no Museu do Futebol, situado no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A mostra apresenta 18 uniformes originais que fazem parte da história das Copas do Mundo, ocorridas entre 1958 e 2022, incluindo trajes utilizados por jogadores renomados como Sócrates, Adriano, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr.
- Dia Mundial do Pão: São Paulo conta com mais de 17 mil padarias, refletindo uma rica tradição culinária.
Desde sua abertura em 22 de maio, a exposição integra as atividades do museu em celebração ao ano da Copa do Mundo e traz à tona diferentes momentos marcantes da Seleção. Além disso, a mostra esclarece como o uniforme amarelo se tornou um dos ícones do futebol brasileiro.
Os uniformes estão classificados em três categorias distintas: “camisas suadas”, que foram utilizadas durante os jogos; “camisas usadas”, que pertencem a atletas que ficaram no banco; e “camisas preparadas”, que foram levadas aos torneios mas não foram utilizadas em campo.
Brasil já jogou de branco em Copas
A exposição também revisita a trajetória dos uniformes antes da adoção da famosa camisa amarela.
Até a Copa do Mundo de 1950, a Seleção se apresentava vestida de branco. A derrota para o Uruguai na final realizada no Maracanã levou à criação de um novo uniforme, cujo design foi escolhido através de um concurso realizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em parceria com o jornal Correio da Manhã.
O concurso foi vencido por Aldyr Garcia Schlee, que sugeriu uma combinação de camisa amarela com detalhes verdes, calças azuis e meiões brancos, inspirada nas cores da bandeira do Brasil.
Diversos documentos, fotografias, esboços originais e recursos audiovisuais ajudam a narrar a evolução e a transformação da camisa canarinho em um símbolo reconhecido mundialmente no futebol.
Exposição mostra evolução dos uniformes
Além de explorar a história da Seleção Brasileira, a mostra investiga as alterações no design, materiais e tecnologias utilizadas na confecção das camisas ao longo das décadas.
Uma das experiências interativas permite aos visitantes examinar diferentes tecidos através de um microscópio digital e painéis táteis que destacam as particularidades entre materiais como algodão e poliéster.
Os participantes também podem acessar recursos interativos que apresentam curiosidades sobre as Copas do Mundo, informações sobre as 84 seleções que já competiram no torneio e depoimentos de jogadores sobre o significado dos uniformes ao longo das gerações.
A exposição é dividida em três temas principais:
- Antes da Amarelinha: explora a criação do uniforme amarelo em 1953 e o concurso vencido por Aldyr Garcia Schlee no contexto pós-Copa de 1950.
- Camisa: vestimenta, expressão, documento: reúne as 18 peças históricas e investiga a conexão entre os uniformes, identidade cultural e experiências têxteis.
- Seleções e Copas: apresenta uma linha do tempo correlacionando a evolução dos uniformes às transformações nas Copas do Mundo, incluindo curiosidades e relatos de jogadores.
A curadoria é responsabilidade do jornalista Marcelo Duarte junto à equipe do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB). As peças expostas pertencem ao acervo de cinco colecionadores: Marcelo Monteiro, Thiago Succar, Salomão Furer Jr., Cássio Brandão e Rodrigo Viana.
Serviço
Exposição: Amarelinha
Até: 1º de novembro de 2026
Local: Sala Osmar Santos, Museu do Futebol
Endereço: Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu – São Paulo
Horário: De terça-feira a domingo das 9h às 18h; entrada permitida até às 17h. Na primeira terça-feira do mês o museu funciona até às 21h com entrada até às 20h.
Ingressos: R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia-entrada).
Gratuidade: Crianças até 7 anos têm entrada gratuita; também há gratuidade nas terças-feiras.
Estacionamento: Zona Azul Especial com tarifa informada de R$ 6,95 por três horas.
Os ingressos estão disponíveis para compra online.